Eh toiro, vem cá toiro! - A tourada em Portugal
por Alexandre Gabriel
Quando estive em Portugal, conheci uma tradição portuguesa: a tourada. Geralmente, nós, austríacos, não sabemos nada deste jogo e, por isso, era como comer caracóis: completamente novo para mim. Há vários tipos de touradas. Em Portugal, a tourada na arena é feita a cavalo e a figura principal é o cavaleiro, e não o toureiro, porque apenas serve para distrair o touro com a capa vermelha. O cavaleiro, que está sentado no cavalo, tem bandarilhas que tem de espetar no touro. Com certeza, o touro tem de sofrer imenso. Depois disso, os forcados fazem a armadilha. Eles têm de agarrá-lo e imoblizá-lo. Na Espanha, não há forcados nem cavaleiros, é mais uma luta do tipo “cara a cara”. Mas a diferença principal é que em Portugal é proibido matar o touro na arena. É um pouco mais ameno para observar, porque matam-no depois do espectáculo. O único lugar onde se faz este jogo como em Espanha é Barrancos, uma pequena vila na fronteira de Espanha. O governo já tentou várias vezes
proibir estas pessoas de matar o touro na praça, mas não tiveram sucesso até.
Um lugar famoso e tradicional para ver uma tourada é, por exemplo, Santarém, que foi, antigamente, a cidade dos nobres. Em Lisboa, no Campo Grande, há também uma bela arena. Um outro tipo são as corridas de touro, que costumam ser nas ruas. Pode ser uma grande estupidez participar neste jogo sem ser protegido por grades ou ter bastante experiência com um touro. Não é de se surpreender que, na Península Ibérica,
todos os anos, morram algumas pessoas, quase sempre turistas. E, finalmente, há a tourada do tipo espanhola com um toureiro a pé.
Os portugueses têm diferentes opiniões sobre a tourada. Para muitos, a tourada é um jogo brutal onde o touro é torturado durante o jogo, e depois morto. Para eles, também não é verdade que a tourada portuguesa é menos cruel do que a espanhola. Para alguns é até mais, porque o cavaleiro espeta as bandarilhas no touro. O facto de que o touro é morto depois do jogo não faz com que o touro ganhe nada. Outros portugueses são grandes aficcionados e alguns deles acham que o touro devia morrer, como na Espanha, na frente do público. Eu, pessoalmente, também não sou um grande fã da tourada, mas quem gosta de vê-la pode manter esta tradição, mesmo sendo cruel. Por um lado, o facto que o toiro é morto depois da tourada, no príncipio, pode ser também visto de um outro ponto de vista: o boi, que vive numa unidade de produção, entre quatro paredes, tem muitas vezes uma sorte pior, porque ele raramente chega aos três anos de vida.
A tourada remonta a chegada do Homem à Península Ibérica, quando capturava os toiros e vacas selvagens para domesticá-los. Era uma questão de sobrevivência e, durante séculos, os homens que viviam no campo tiveram de agarrar um touro que lhes fugiu. No campo, até hoje pode ser importante lutar contra um toiro ou uma vaca.
Por outro lado, a tourada na arena é apenas um espectáculo e não há realmente necessidade de torturar este bicho com bandarilhas (bater num toiro também dá para provocá-lo). Eu apenas participei numa tourada que estava à rua, e não a achava tão mal porque as pessoas no máximo jogaram pequenas pedras ao toiro ou lhe bateram. E, no final, o toiro não foi morto, foi atraído pelas vacas para subir ao camião. Foi um bom acordo entre o ponto de vista da Associação Protectora dos Animais e dos touromaníacos. O que é que vocês acham?
Quando estive em Portugal, conheci uma tradição portuguesa: a tourada. Geralmente, nós, austríacos, não sabemos nada deste jogo e, por isso, era como comer caracóis: completamente novo para mim. Há vários tipos de touradas. Em Portugal, a tourada na arena é feita a cavalo e a figura principal é o cavaleiro, e não o toureiro, porque apenas serve para distrair o touro com a capa vermelha. O cavaleiro, que está sentado no cavalo, tem bandarilhas que tem de espetar no touro. Com certeza, o touro tem de sofrer imenso. Depois disso, os forcados fazem a armadilha. Eles têm de agarrá-lo e imoblizá-lo. Na Espanha, não há forcados nem cavaleiros, é mais uma luta do tipo “cara a cara”. Mas a diferença principal é que em Portugal é proibido matar o touro na arena. É um pouco mais ameno para observar, porque matam-no depois do espectáculo. O único lugar onde se faz este jogo como em Espanha é Barrancos, uma pequena vila na fronteira de Espanha. O governo já tentou várias vezes
proibir estas pessoas de matar o touro na praça, mas não tiveram sucesso até. Um lugar famoso e tradicional para ver uma tourada é, por exemplo, Santarém, que foi, antigamente, a cidade dos nobres. Em Lisboa, no Campo Grande, há também uma bela arena. Um outro tipo são as corridas de touro, que costumam ser nas ruas. Pode ser uma grande estupidez participar neste jogo sem ser protegido por grades ou ter bastante experiência com um touro. Não é de se surpreender que, na Península Ibérica,
todos os anos, morram algumas pessoas, quase sempre turistas. E, finalmente, há a tourada do tipo espanhola com um toureiro a pé.
Os portugueses têm diferentes opiniões sobre a tourada. Para muitos, a tourada é um jogo brutal onde o touro é torturado durante o jogo, e depois morto. Para eles, também não é verdade que a tourada portuguesa é menos cruel do que a espanhola. Para alguns é até mais, porque o cavaleiro espeta as bandarilhas no touro. O facto de que o touro é morto depois do jogo não faz com que o touro ganhe nada. Outros portugueses são grandes aficcionados e alguns deles acham que o touro devia morrer, como na Espanha, na frente do público. Eu, pessoalmente, também não sou um grande fã da tourada, mas quem gosta de vê-la pode manter esta tradição, mesmo sendo cruel. Por um lado, o facto que o toiro é morto depois da tourada, no príncipio, pode ser também visto de um outro ponto de vista: o boi, que vive numa unidade de produção, entre quatro paredes, tem muitas vezes uma sorte pior, porque ele raramente chega aos três anos de vida.
A tourada remonta a chegada do Homem à Península Ibérica, quando capturava os toiros e vacas selvagens para domesticá-los. Era uma questão de sobrevivência e, durante séculos, os homens que viviam no campo tiveram de agarrar um touro que lhes fugiu. No campo, até hoje pode ser importante lutar contra um toiro ou uma vaca.
Por outro lado, a tourada na arena é apenas um espectáculo e não há realmente necessidade de torturar este bicho com bandarilhas (bater num toiro também dá para provocá-lo). Eu apenas participei numa tourada que estava à rua, e não a achava tão mal porque as pessoas no máximo jogaram pequenas pedras ao toiro ou lhe bateram. E, no final, o toiro não foi morto, foi atraído pelas vacas para subir ao camião. Foi um bom acordo entre o ponto de vista da Associação Protectora dos Animais e dos touromaníacos. O que é que vocês acham?

1 Comments:
Olá
Vi o vosso jornal por acaso e achei muito curioso o facto de um jovem austriaco ter conhecimentos tão promenorizados da cultura portuguesa e especialmente por se ter interessado por uma "largada de toiros"(tourada de rua).Gostava de acrescentar que estas largadas são uma tradição portuguêsa muito antiga e que se podem ver nas épocas de calor por todo o país , incluindo os Açores onde é muito popolar. É um tipo de evento onde os jovens mostram á sociedade local o quanto são corajosos e no fundo onde provam que já são homens. Eliseu Guerreiro
Postar um comentário
<< Home