22 janeiro 2007

O Chiado

por Alexandre Gabriel



Antes de subir para o Chiado, pode-se admirar o Elevador de Santa Justa, uma construção de aço do português Raúl Mesnier, um aluno de Gustavo Eiffel. Quem gosta de subir ao topo do elevador, tem um bom panorama sobre Lisboa. No século XIX, os grandes intelectuais e artistas encontravam-se nos cafés do Chiado em tertúlias e discutiam sobre o futuro de Portugal. Era o centro intelectual do país, com teatros e mercearias. Neste contexto, é quase obrigatório beber uma „bica“ (um pequeno café) ou um „galão“ (café com leite), na „Brasileira“, o café mais antigo de Lisboa, onde também o poeta nacional, Fernando Pessoa costumava ir de beber um café. A história da palavra „bica” é mesmo curioso, e nem todos portugueses sabem-na. A palavra “bica” é uma abreviação de: „Beba isto com açucar!”, e no tempo em que a Brasileira introduzia o café, eles escreveram isto nas suas paredes e janelas para o consumidor, que não conhecia café, entendesse que este típo de café se bebesse melhor com açucar. Até hoje não sei, se esta história é brincadeira ou verdade, mas uma portuguesa me a contou.
Em 1988, os incêndios, destruiram uma grande parte deste bairro, sobretudo os centros comerciais „Grandes Armazéns do Chiado“ e „Grandella“. Felizmente, estes edifícios podiam ser reconstruidos, mas perderam um pouco da sua antiga beleza. Último, mas não por ultimo, vale a pena visitar as ruínas góticas da Igreja do Convento do Carmo, onde há também um túmulo em estilo manuelino. Quando se sai mais à colina chega-se ao Bairro Alto, um lugar importante da noite nocturna. As ruas são cheios de bares e no Miradouro Santa Catarina tem-se uma boa vista sobre toda a cidade.